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"Darkness falls and she Will take me by the hand Take me to some twilight land..." Bono & The Edge
sonhos de prata

arquivos

Moriana
Twilight
domingo, julho 30, 2006

esquecer (o caminhar das recordações)


Fotografia, Paulo A.


tenho as minhas mãos vazias
tatuadas com o vazio da tua ausência
arrasto correntes
desenho lembranças em contornos já existentes
esquiços de tempos sonhados
imagens voláteis de vento
memórias que se esquecem de mim
anseios que se desamarram de ti
sei que serás o sorriso nos lábios de alguém
serás uma lágrima que se saboreia
sei que serás o abraço no adeus de alguém
serás a saudade que a minha guitarra chora
quem serei então?
serei uma memória distante...
serei uma doce recordação...
ou um adeus presente no esquecer de quem relembra
ou o grito de angústia na voz de quem chorou
"esquece" dizem-te ao ouvido
"deixa para trás" sussurram na certeza
relembrar...o caminho que se fez para trás
o que levo na bagagem?
recordações
quinta-feira, julho 20, 2006

mirellë



dei-te asas de papel e escrevi nelas os meus sonhos
sopro de um deserto no teu olhar de areia
poeira de sonhos que o céu reclamou
ganhas vida na tela de um pintor
e ganhas forma no esculpir do meu coração
faróis de um lugar distante
navios que estiveram a teus pés
desaguei em gestos que te percorreram o rosto
espreitei-te e vi-te dançar na minha pele
a plateia dos meus olhos é o palco das tuas ilusões
momento em que foste imortal
mergulhei na tranquilidade
acordei na tua pele quente
verniz de viver
e debaixo dos teus cabelos
encontrei as minhas histórias por contar
beijei a tua pele de papel perfumado
perfumado da paixão que tenho por ti
princesa do castelo de areia
abriste as portas do teu desejo
avancei receoso de voltar a sonhar
para depois me sentir em ti
como o mar se mistura na areia
coloriste os meus sentidos em tons de memórias
dei-te uma estrela que roubei
de uma onda que me fugiu do mar dos olhos
noite de magia
tens o mundo na palma da mão
espreitei por entre cortinas de odores
os nossos corpos dançaram
em ritmos nunca ensaiados
perpétuos movimentos
singelos pensamentos
farrapos de sonhos
força de um sorriso
imagens pictóricas
cabelo solto, ruivo
colar de pérolas
pétalas de água
sopro de neutrões
remoinho de fogo na noite seguinte
cheiro de mistério no pavio que aquece a noite
o homem de olhos tímidos e sonhadores
vagos movimentos na escuridão
a mulher de versos silenciosos
gritos de harpa de trovador
que a cada dedilhar reinventam as formas do mundo
perfil de um tempo que se faz distante
momento de um olhar que se quer efémero
rasgos de seduzir em carícias de amar
lágrima do sol
verdades em mapas trilhados por mentiras
segredos de um todo que se perdeu
desceste em lágrimas, como o orvalho desce
parti e retornei como a onda que fui num mar que és tu
profunda paixão
queimas o ar volátil dos meus desejos
és sal nos meus pulmões
suave toque das tuas mãos
que em mim brincam
doces carícias no teu corpo
que inventei e que tu saboreias
chegaste de surpresa
no gemido de uma carência
brincaste com o meu corpo
até ao prazer...
para sempre...
em instantes distantes...
em momentos presentes...
segunda-feira, fevereiro 20, 2006

dança de afectos


Fotografia, Sweetcharade

para Silvia

a noite ancorou neste cais
onde outrora se quebraram as amarras
de duas lágrimas que velejaram num rio de mágoas
espreitaste por entre cortinas de aromas
deixaste-me embalar no enternecer do teu suspiro
poisaste o teu olhar num cavalete de pintor
graduaram-se as sombras na sua mente
combinaram-se tons no seu pincel de magia
cobriu-se a nudez de uma manhã em crepúsculos de papel
envolve-me o rosto uma melena de luz
oiço ao longe um acorde que Nero esqueceu
brincas nas minhas memórias
juntas os pedaços de pedaços de sonhos maiores que tu
um horizonte recortado por cinzentas formas despidas de ilusões
deixa-se manchar por grãos de cinza brilhante soprados pelo vento
prateados sorrisos que colhi das tuas madeixas
cantas uma brisa que baloiça no frágil pavio
lutando por não se silenciar quando tudo em volta é silêncio
tentei e não percebi porquê
porque me sinto enfeitiçado por esta doce charada
esta alquimia de sensações que transforma o meu ímpeto em asas de voar
este elixir de ternos momentos que me prende à imortalidade do acaso
esta constelação de sons que dança debaixo da minha pele
e se emparelha ao teu toque disfarçado de timidez
lanças o teu destino na mesa de um Oráculo
lançado à luz como um beijo se lança no sabor da partilha
néctar de uma vida
poesia de um momento
tornar-se belo por lutar pela vida
e não por ser belo aos olhos de quem te fala
escondes o teu segredo na fantasia de uma criança
partilhas o teu íntimo em olhares de diamante
inventamos movimentos
deslizamos em caminhos por inventar
peguei num verso e beijei o teu rosto de poema
dancei no trilho dos teus passos
numa dança de afectos...
onde a noite ancorou
onde duas lágrimas se soltaram
onde me deixei embalar no teu suspiro
onde...
quinta-feira, dezembro 08, 2005

guilty


Fotografia, Marta Laura

louca é a tua ausência
doce é o teu regressar
procuras a armadilha que te prenda a mim
ou será que o desejo te vai fazer perder
torneia-te a luz
lapida-te a emoção
chama-te o brilho que te reflecte
prende-te a sombra que te protege
atreves-te no prazer
arriscas-te no instinto
o silêncio não te faz sentir culpada
e a culpa não te molda o silêncio
foste deixando para trás a inocência
vieste ao encontro de uma palavra que te acusa
que te faz sentir culpada por já não seres quem és
por pecares na voz de quem te chama
adoras sentir-te fera na rebeldia do meu abraço
ouves-me no acelerar do teu coração
despes-te de mim e cobres-me de ti
musa em passos de dança
asas de aço que lambem o asfalto quente
como um vampiro te arrepia o rosto
voo rasante
húmida sedução
aperta-me a voz
rompe-se a escuridão
a noite vem vestida no teu corpo
deitado na tua cama sou refém do teu desejo
na tua pele fervilha o campo de batalha
a tua mentira é a minha verdade
queima-me o doce da tua boca amarga
terça-feira, julho 26, 2005

manhã


Fotografia, Andrzej Koziol

manhã cinzenta
e sombras vagueiam na maresia
a luz que se perde no nevoeiro
promessas à luz da vela
promessas derramadas no frio amanhecer

manhã sem anoitecer
e a palavra que não se solta
o toque que se faz e não se sente
sonhos que o vento levou
sonhos que o destino esqueceu

lágrimas que se lavam de alegria
sussuros que se vestem de mentiras

fiquei preso a esse mistério
enfeitiçado pela incerteza
tentado pelo desejo
perdido no adeus
segunda-feira, maio 09, 2005

caminhos em ti


Fotografia, Mariana Castro


salpico de magia o teu manto de ilusões
avanço receoso ao som de serenatas de suspiros
devasso o retrato em sombras de carvão
esquivas-te ao meu passar, procuras-me na partida
sigo o teu perfume por esse trilho selvagem
perco a inocência no ardor das palavras
fervilha-te o sangue, queima-me a pele
voo rasante, enlaçam-se as fronteiras
tenho o gosto do pecado à minha espera
levo-te o calor do prazer adiado
viajo na incerteza de Pandora
sigo o rastilho dos teus passos de anjo
toco ao de leve no desejo
aqui e ali deixo um sinal
para mais tarde lá voltar
retalhos de arlequim
silêncio de pierrot
cobre-me o véu do teu olhar lascivo
despem-se promessas ancoradas em mares de luxúria
roubas-me o beijo doce que guardei na amargura
gestos de vento, névoa de sedução
solto o louco que vive no teu corpo
caminhos em ti
atalhos no meu coração
sexta-feira, abril 08, 2005

entrelaçados


Fotografia, Júlio Viena


quente abraço que o frio reclama
arrepia-te a pele
sossega-me a voz
desatam-se nós unem-se movimentos
moldam-se teias de luz nos traços
traços que as sombras iluminam
sombras que beijam bailarinas
dançam carícias na palma da tua mão
rompem pontes atravessam pensamentos
escondem-se tesouros descobrem-se suspiros
rodopio na linha da vida repousas no monte da lua
tenho-te no momento
a minha a alma é a tua

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